Às voltas com o diário paterno, Lamartine M. tenta desvendar o duplo comportamento de seu pai - respeitabilíssimo jurista que enche seus cadernos com as mais exaltadas fantasias libidinosas, escancaradas à consulta da família.
Tal enredo familiar, que já rendeu o fabuloso
Armadilha para Lamartine (1976), comporta humor, erotismo e uma agudíssima observação das patologias cotidianas, numa multiplicação de vozes narrativas que migram eletricamente de um pólo a outro, envolvendo o leitor numa espiral de espelhos, versões e deflagrações em que a única coisa que não cessa é o vertiginoso prazer da leitura.
Sobre
Armadilha para Lamartine:
"O livro é uma obra-prima. Não há palavra menor."
Arnaldo Jabor
"Carlos Sussekind tem estilo, e um estilo que é só dele. Sua particularidade é a de parecer simples e transparente, mas ir destilando, nas entrelinhas, uma ironia finíssima e corrosiva."
Leyla Perrone-Moisés
"Um livro único na ficção brasileira, que tem a qualidade de nos virar a cabeça silenciosamente, com discreta malícia e humor, com impecável mansidão, e nos lançar num poço sem fundo de associações."
Ana Cristina Cesar
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